Escola única e educação rural no Estado Novo em Portugal

Justino Magalhães

Resumen


La Escuela Única Portuguesa no estableció una relación cualitativamente uniforme con la cultura y la sociedad. La cuestión escolar frecuentemente presentó un contraste entre el mundo rural, considerado idílico, y el mundo urbano presentado como amenazador para la moral y el bienestar de los individuos. Correlativamente, el currículum escolar se abrió al progreso y al cosmopolitismo. La cultura rural, el universo material y el campo simbólico del Portugal rural eran desconsiderados y tomados como arcaicos. Esta indeterminación y aquella paradoja se asentaban en presupuestos ideológicos y nacionalistas, con consecuencias en la norma escolar y en el corporativismo del Estado Novo. La portugalidad subyacente a la Escuela Única no fue necesariamente rural, pero el minimalismo formativo facultado por la alfabetización escolar se sintió compatible con la ruralidad. Me propongo documentar y problematizar este asunto. Me referiré también a las políticas de ampliación de la red escolar y de formación de profesores. Traeré por fin a colación el Interrogatorio internacional promovido por la UNESCO, Possibilités d´Accès a la l´Éducation dans les Zones Rurales (1958), en respuesta al cual el Estado Portugués indicó lacónicamente aucune différence, dejando entrever, de este modo, las virtualidades de la escuela única portuguesa.


Palabras clave


Educación popular; Escuela Única; Educación rural; Estado Novo

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DOI: https://doi.org/10.5944/hme.7.2018.18733

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