El Estado Novo portugués y el miedo al «No Imperio»: algunas razones inmateriales de la resistencia a la descolonización (1945-74) = The Portuguese Estado Novo and the Fear of «No Empire»: Some Intangible Reasons for the Resistance to Decolonization (1945-74)

Adolfo Cueto-Rodríguez

Resumen


Es de sobra conocido que la dictadura portuguesa resistió tenazmente a la descolonización hasta el fin de sus días, allá por abril de 1974. Desde 1961 lo hizo además empuñando el fusil; y entonces la simbiosis entre el Régimen y su guerra colonial adquirió tal envergadura que una cosa difícilmente lograría sobrevivir sin la otra. Sin mejor solución que continuar, el futuro de ambos estaba sentenciado, a plazo. Ya se sabe, más difícil que iniciar un conflicto es siempre salir de él. Por supuesto, eso no quiere decir que la decisión de embarcarse en uno y mantenerlo sea cosa sencilla. Sobre las razones del Gobierno portugués han corrido ríos de tinta. Son múltiples. Pero ¿qué hay de los razonamientos que, cuan dogmas de fe, entendían comprometida la mismísima patria y su destino si las colonias se perdían?. A ese tipo de justificaciones dedicaremos este texto, pues, la posibilidad del «No Imperio» para muchos amenazaba de modo fatal la independencia nacional por varias vías. ¿Cuánto pesó esa cosmovisión en la decisión de resistir y cuánto contribuyó para dificultar la corrección política que sacase al país de la contienda? No sabremos cuantificar lo imponderable, aunque bien merece una reflexión.

It is well known that the Portuguese dictatorship resisted decolonization until the end of its days, in April 1974. Since 1961 it did so with arms. The symbiosis between the perpetuation of the regime and the colonial war was such that one could hardly have survived without the other. Still, without a better solution, the future of both was sentenced. More difficult than starting a conflict is always to get out of it, which does not mean that the decision to embark on one and to keep it is simple. The reasons supporting the Portuguese government’s decision have been overly studied and are multiple. But what about the arguments that, as dogmas of faith, compromised the historical continuity of the homeland and its unity of destiny without the colonies? This text will focus on those arguments, since for many people the possibility of the «No Empire» hypothesis seriously threatened national identity and the countryʼs independence. To what extent did this vision of reality influenced the decision to resist and to hamper the political correction that would end the war? We donʼt know how to quantify the imponderable, but it deserves a reflection.


Palabras clave


Portugal; Imperio Portugués; Estado Novo; Guerra Colonial, Descolonización; Comunismo; Independencia Nacional; Iberismo; Integración Europea = Portuguese Empire; Estado Novo; Colonial War; Decolonization; Communism; National independence; Iberism; European Integration.

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DOI: https://doi.org/10.5944/etfv.30.2018.18965

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